À apresentação só faltou o golo, porque brilho houve de sobra; do relvado à bancada e do jogo ao momento que aproximou equipa e adeptos no fecho da noite. Da exibição, a meio gás e vários ritmos, sobressaíram notas de qualidade e mostras de uma capacidade que o tempo tornará demolidora. Desta vez, o Lyon, derrubado em Março de 2004 no caminho para Gelsenkirchen, saiu ileso do Dragão.
Um início promissor, marcado pela mobilidade do tridente atacante e por uma intervenção de Lloris, a interromper, ainda nos primeiros segundos, um passe de James que convidava Lucho a marcar, foi substituído por um ritmo menos intenso antes de poder produzir resultados. A velocidade decresceu com o encaixe e a resposta do Lyon, que procurou, invariavelmente, Gomis.
No extremo oposto do relvado, Jackson Martínez testava os reflexos de Lloris.
O recomeço do jogo recuperou o modelo inicial e da dinâmica atacante dos Dragões resultou apenas a sensação de golo, que o estádio chegou a gritar. Mas a bola rodopiava do lado errado das redes, depois de um remate colocado, mas não o suficiente, de Lucho, assistido por Atsu, que cruzou atrasado quando o seu opositor directo ainda se recompunha da maldade do drible e procurava a bola e o ganês no terreno.
Já com o vencedor da Supertaça de França conformado com o desempenho praticamente exclusivo de tarefas defensivas, o livre também chegou a parecer solução nos pés de Maicon, mas a tentativa de transformação saiu um pouco por cima da trave. O golo, justificado, acabaria por não surgir, num jogo em que vencer não era o mais importante e no qual o bicampeão português utilizou dois equipamentos e 21 jogadores.